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quarta-feira, 24 de março de 2010

Encontro...

Fui convidada pela ONG SOABEM para coordenar um encontro com educadores de adolescentes e jovens.
Procurei contribuir compartilhando com o grupo apostas fortes que faço em um trabalho de educação: : estímulo à criatividade, ao lúdico, ao diálogo e à cooperação.
A proposta parte do entendimento que para ser encontro verdadeiro é necessário haver diálogo. Quando falo de diálogo, não me limito apenas à fala, mas sim a todas as atividades que carregam em si abertura para que haja comunicação, interação e ampliação de nosso ponto de vista nesse contato. O diálogo é essencialmente aprendizagem em um processo de participação de todos. Todas as atividades escolhidas visam que a valorização e o respeito ao ponto de vista e expressão de cada um esteja presente.
Compreendo que só podemos ensinar aquilo que praticamos, então, bora para a prática! :)
Em roda - forma mágica onde todos podem ver a todos e sentir-se parte de um coletivo onde a posição de cada um é tão valiosa quanto a do outro - com uma bolinha na mão hora de se olhar dizer seu nome, algo que gosta de fazer e lançar a bola para outro, olhando nos olhos.
Ainda fortalecendo o que gostamos - aspectos de nossa identidade - algumas perguntas foram feitas ao grupo: quem gosta de dançar? - quem se identificasse, devia levantar a mão, e trocar de lugar com outro que também levantou a mão. Logo o pedido: agora quem propõe uma pergunta para o grupo?
Esquentando ainda mais nosso encontro: em roda, mãos dadas, prestando atenção em quem está do lado direito e do lado esquerdo, soltar as mãos, trocar de lugar, ficar bem pertinho e então sem sair do lugar buscar as mãos que nas rodas estavam dadas as nossas. e construimos o chamado: nó humano! nó é bom porque dá pra desatar! e esse é o desafio, sem soltar as mãos, na cooperação, voltar à formação de roda!

Mais desafios: em dupla. Um na frente de outro, o que está na frente olhos fechados. E partimos para um jogo da confiança, estimulando o confiar em outros níveis. Confiar: fiar juntos!Regras do jogo: mãos nas costas anda para frente, mão na barriga anda para trás, mão no ombro direito vira para a direita, ombro esquerdo para a esquerda, toque na cabeça é para parar. E quem conduz é parceiro que cuida e auxilia o outro nessa brincadeira , quem sabe, a superar medo.
Ousando um tiquinho mais, limite não há! o infinito é nosso destino! :)Agora o desafio é: em grupo, um por vez fica no meio de olhos fechados e sem tirar os pés do chão lança-se para frente, para trás, para o lado, onde vai ser acolhido pelos parceiros.
Após esses jogos fizemos uma roda de conversa para compartilhar sensações e percepções que as atividades iniciais provocaram.

Ainda em roda pedi que cada um formulasse em uma frase o que sente que é o maior desafio ao se trabalhar com adolescentes e jovens. Gosto da palavra desafio porque, para mim, ela carrega a força da superação, diferente da palavra dificuldade que, para mim, pode reverberar em acomodações, reclamações, resmungos...

Alguns desafios que foram postos na roda: "o desafio de fazer com que os jovens interessem-se pelos assuntos tratados em aula"; "o desafio de auxiliar os jovens a se respeitarem"; " o desafio de falar a mesma lingua que o jovem", etc.

Compreendendo que as soluções estão em nós, em nossa reflexão e prática e também apostando que a inteligência coletiva supera a inteligencia individual e que, portanto, na troca, no diálogo, no compartilhar dos pontos de vista, luzes aparecem ao auxilio da superação dos desafios, fizemos a dinâmica dos círculos de conversação, inspirada no World Café

O grupo dividiu-se em três mesas, uma das pessoas voluntariou-se para ser o anfitrião da mesa. O anfitrião é responsável por guardar a memória daquela mesa e depois compartilhar com o grupo maior a síntese das idéias que rolaram nas conversações na mesa. O anfitrião pemanece na mesa e os demais participantes trocam de mesa ao sinal da pessoa que está organizando o encontro. O objetivo é que todos conversem com o maior número de pessoas presentes.

Perguntas significativas para o grupo são feitas para provocar a conversa. Nesse encontro a primeira pergunta feita foi:"como superar o desafio de dialogar com os jovens sobre temas que a principio parece não interessá-los?"

E a segunda: "É possível falar a mesma linguagem que o jovem? se sim, como?"

Após o tempo de conversa, a primeira coisa sentida foi que mais tempo de conversa seria ótimo! rs. Mesmo com o limite de tempo não satisfatório o grupo compartilhou que foi uma dinâmica muito rica para todos. Trocar é agregar, trocando saimos mais ricos.

Para finalizar fizemos uma roda em pé e cada um disse uma palavra que sentia que sintetzava para si nosso encontro. União, cooperação, alegria, encontro, diálogo... entre outras surgiram. A minha foi: gratidão ;)

domingo, 21 de março de 2010

Receber sonhos

Área: nº 07 - julho/agosto/setembro de 1989 em Revista Teoria e Debate
Postado em:30/09/1989
Remanescentes de uma guerra de extermínio que quase os dizimou ao longo de cinco séculos, os índios brasileiros agora comparecem à sociedade civil brasileira representados por uma nova geração.
por Alípio Freire e Eugênio Bucci.
Entrevista: Ailton Krenak - Receber sonhos
Remanescentes de uma guerra de extermínio que quase os dizimou ao longo de cinco séculos, os índios brasileiros agora comparecem à sociedade civil brasileira representados por uma nova geração. Ailton Krenak é desta geração. Com habilidade, inteligência, é capaz de articular alianças e desenvolver políticas inéditas. Ao mesmo tempo, é um ser humano como poucos, que conversa com sua tradição por meio dos sonhos e que sonha com o futuro dos seus netos
A leitura desta entrevista, é nossa intenção, deve passar a mesma sensação que nos captou ao fazê-la: uma experiência definitiva. Isso vale tanto para a política que se pense para os índios brasileiros, que deve ser imaginada a partir da formulação de Ailton Krenak - "o ser humano não se preserva, o ser humano se respeita"-, como vale para o que se espera do futuro, para o que se guarda da memória, para o que se vive da vida.

Qual é a sua religião?
A minha religião é a dos meus avós, dos meus antigos.

Você pratica a sua religião?
Eu pratico. Eu acho que a nossa tradição é muito diferente, por exemplo, da dos cristãos, para quem a idéia de praticar uma tradição ou uma religião está vinculada a um conjunto de normas e condutas. Para nós isso não existe. Eu não tenho que ir a um templo, não tenho que ir a uma missa. Eu me relaciono com o meu criador; me relaciono com a natureza e com os fundamentos da tradição do meu povo.

Existe essa natureza aqui em São Paulo?
Ela existe em cada uma das células do meu corpo. Ela existe em cada um dos pequenos, no ar que eu respiro, naquelas plantinhas que estão ali no quintal, na chuva que cai, nos raios de sol que atravessam todos esses concretos e cimentos e passam por este buraquinho da janela aqui. E ela bate com a mesma força e intensidade com que faz uma cachoeira lá no meio do Amazonas ou uma geleira lá no Alaska. Porque a natureza é a vida mesmo. Não há natureza apenas num parque, num jardim.

Como se dá essa passagem de memória entre os índios?
Você me perguntou há pouco sobre minha educação e alfabetização. Para mim e para meu povo,ler e escrever é uma técnica, da mesma maneira que alguém pode aprender a dirigir um carro ou a operar uma máquina. Então a gente opera essas coisas, mas nós damos a elas a exata dimensãoque têm. Escrever e ler para mim não é uma virtude maior do que andar, nadar, subir em árvores,correr, caçar, fazer um balaio, um arco, uma flecha ou uma canoa. Acredito que quando uma cultura elege essas atividades como coisas que têm valor em si mesmas está excluindo da cidadania milhares de pessoas para as quais a atividade de escrever e ler não tem nada a ver. Como elas não escrevem e não lêem, também nunca serão parte das pessoas que decidem, que resolvem. E quando aceitei aprender a ler e escrever, encarei a alfabetização como quem compra um peixe que tem espinha. Tirei as espinhas e escolhi o que eu queria. Acho que a maioria das crianças que vão hoje para a escola e que são alfabetizadas é obrigada a engolir o peixe com espinha e tudo. É uma formação que não atende à expectativa delas como seres humanos e que violenta sua memória. Na nossa tradição, um menino bebe o conhecimento do seu povo nas práticas de convivência, nos cantos, nas narrativas. Os cantos narram a criação do mundo, sua fundação e seus eventos. Então, a criança está ali crescendo, aprendendo os cantos e ouvindo as narrativas. Quando ela cresce mais um pouquinho, quando já está aproximadamente com seis ou oito anos, aí então ela é separada para um processo de formação especial, orientado, em que os velhos, os guerreiros, vão iniciar essa criança na tradição. Então, acontecem as cerimônias que compõem essa formação e os vários ritos, que incluem gestos e manifestações externas. Por exemplo, você fura a orelha. Fura o lábio para colocar o botoque. Dependendo de qual povo a que você pertence, você ganha sua pintura corporal, seu paramento, que vai identificar sua faixa etária, seu clã e seu grupo de guerreiros. Esses são os sinais externos da formação. Os sinais internos, os sinais subjetivos, são a essência mesma daquele coletivo. Então você passa a compartilhar o conhecimento, os compromissos e o sonho do seu povo. As grandes festas se constituem em instantes de renovação permanente do compromisso de andar junto, de celebrar a vida, de conquistar as suas aventuras.


leia na íntegra: aqui

...


"Nossa missão não é mais a de conquistar o mundo como acreditava Descartes, Bacon e Marx. Nossa missão se transformou em civilizar o pequeno planeta em que vivemos. Por outro lado, as ciências da terra nos inscrevem neste planeta que é formado por fragmentos, fragmentos cósmicos de uma explosão de sóis anteriores e resta saber como estes fragmentos reunidos, aglomerados puderam criar uma tal organização, uma auto-organização para nos dar este planeta. É necessário mostrar que ele gerou a vida, e a nós somos; filhos da vida. A biologia, a teoria da evolução, nos prova como nós trazemos dentro de nós efetivamente o processo de desenvolvimento da primeira célula vivente que se multiplicou e se diversificou. Quando sonhamos sobre nossa identidade, devemos pensar que temos partículas que nasceram no despertar do universo, temos os átomos de carbono que se formaram em sóis anteriores ao nosso, pelo encontro de três núcleos de hélio que se constituíram em moléculas e neuromoléculas na terra. Somos filhos do cosmo, mas nos transformamos em estranhos pelo nosso conhecimento e pela cultura (...)
Seremos capazes de civilizar a terra e fazer com que ela se torne uma verdadeira pátria? Estes são os sete saberes necessários ensinar, não digo isso para modificar programas. Na minha opinião não temos que destruir disciplinas, mas temos que integrá-las, reuni-las uma as outras em uma
ciência como as ciências estão reunidas, como, por exemplo, as ciências da terra, a sismologia, a vulcanologia, a meteorologia, todas elas, articuladas em uma concepção sistêmica da terra. Penso que tudo deve estar integrado, para permitir uma mudança de pensamento que concebe tudo de uma maneira fragmentada e dividida e impede de ver a realidade. Essas visão fragmentada faz com que os problemas permaneçam invisíveis para muitos, principalmente para muitos governantes (...)"

quinta-feira, 18 de março de 2010

Evento Interações em Cena traz especialistas em teatro infantojuvenil


Workshops e mesas-redondas para interessados

inscrições para os workshops
vagas 20
a partir da quinta 4 de março até o término das vagas
fone 11 2168 1876

inscrições para o espetáculo infantil O Cano
[somente para a sessão do dia 19, exclusiva para grupos de organizações sociais mediante agendamento]
a partir da quinta 4 de março até o término das vagas
fone 11 2168 1876

Instituto Itaú Cultural Avenida Paulista, 149 - Paraíso - São Paulo SP (próximo à estação Brigadeiro do metrô)
Informações 11 2168 1777 atendimento@itaucultural.ogr.br

entrada franca


O ano começa com novidades para quem pesquisa, estuda, produz e se interessa pelo teatro infantojuvenil: entre os dias 15 e 21 de março, diversos especialistas se reúnem no Interações em Cena - 4º Encontro do Dia Mundial do Teatro para a Infância e a Juventude em um intercâmbio de ideias e reflexões, com workshops e mesas redondas. É a primeira vez que o Itaú Cultural sedia o encontro, concebido pelo Centro de Referência do Teatro para Infância, que é formado por Ana Luisa Lacombe, Deborah Serretiello e Gabriel Guimard.

Confira a entrevista com Gabriel Guimard, diretor da companhia de teatro Megamini e fundador da Rede Cultura Infância e do Portal Cultura Infância.
Quais as novidades na programação deste ano?
As novidades são muitas, pois o que era uma celebração de um dia [no dia 20 de março é comemorado, em mais de 80 países, o Dia Mundial do Teatro para a Infância e a Juventude], se transformou na "semana do teatro para a infância e a juventude". Neste ano, além do tradicional sarau que realizamos com um coquetel de confraternização, teremos workshops, debates, espetáculo, lançamento de livro, grupo de trabalho. A distribuição das atividades está muito harmônica, apesar da "minimaratona" para quem quiser participar de tudo. Mas acho que vale a pena o esforço por parte dos estudantes e dos profissionais da área teatral.

Quais os principais resultados alcançados depois de três edições consecutivas?
Para nós [do Centro de Referência do Teatro para Infância], o mote principal sempre foi a confraternização entre os profissionais do teatro de São Paulo que atuam no segmento infantojuvenil. A parceria com o Itaú Cultural, neste ano, é um divisor de águas: queremos atingir outro patamar de profissionalismo e de exposição dentro dos veículos de comunicação. Nosso objetivo é que esta comemoração faça parte do calendário cultural da cidade.

Como é o atual cenário do teatro infantil no Brasil?
Percebo que o teatro para crianças no Brasil deu um salto quantitativo e qualitativo. Naturalmente com essa quantidade existem propostas meramente caça-níqueis, mas existe também o teatro infantil de qualidade, realizado por companhias e artistas engajados em oferecer o que há de melhor para as crianças. Pensando em termos nacionais, há problemas agudos em regiões como o Nordeste, o Norte e o Centro-Oeste. Falo delas porque o fomento, a formação, a difusão e a divulgação do teatro para crianças ainda é muito menor do que nos grandes eixos Sul-Sudeste. Salvo as grandes capitais do Nordeste, que mantêm uma produção de teatro infantil mais regular, as outras cidades têm uma produção mais voltada para atender às necessidades das escolas e com pouca pesquisa de linguagem e possibilidades de troca de informações. Acho que ações formativas e a circulação de espetáculos por essas regiões menos privilegiadas são essenciais para mudar o cenário.

Saiba mais sobre o espetáculo que será apresentado ao longo do evento. É para toda a família!

Veja abaixo a programação:

segunda 15 a domingo 21 de março

segunda 15 10h às 17h30 Espaço Educativo - 1º subsolo workshop Direção de espetáculos infantis com Kleber Montanheiro (Cia. da Revista)

terca 16 10h às 17h30 Espaço Educativo - 1º subsolo workshop Dramaturgia infantil provocada com Paulo Rogério Lopes

quarta 17 10h às 17h30 Espaço Educativo - 1º subsolo workshop Teatro e educação? experiências comunitárias com Aglaia Pusch (Paideia Associação Cultural)

quinta 18 10h às 17h30 Espaço Educativo - 1º subsolo workshop A construção de uma comicidade cênica com Leo Sykes e Marcelo Beré (Circo Teatro Udi Grudi)

sexta 19
10h às 17h30 Espaço Educativo - 1º subsolo workshop Integração de linguagens no teatro para crianças com Alexandra Golik e Carla Candiotto (Cia. Le Plat Du Jour)
11h Sala Itaú Cultural espetáculo infantil O Cano [sessão exclusiva para grupos de organizações sociais mediante agendamento. Informações no final da matéria] com Circo Teatro Udi Grudi
19h Sala Itaú Cultural e PP Intervenções Cênicas e Sarau de Celebração
Lançamento do "I Catálogo Livre Teatro Infantil" (escrito por Karen Acioly e publicado pela Aeroplano/Funarte) seguido por trechos dos espetáculos: Poesia Andante (Cia Rodamoinho); Travessia (Grupo Caixa de Imagens); Histórias de Chuva - Gênese (Teatro da Gioconda); Quixote Caboclo (Cia da Tribo); 100 + Nem Menos (Cia Noz de Teatro); Buuuu!! A Casa do Bichão (As Meninas do Conto) e Odisséia de Arlequino (Cia da Revista)

sábado 20
9h30 as 12h30 Sala Vermelha Grupo de estudos e articulação Rede Nacional de Teatro para crianças Mediação Gabriel Guimard (Centro de Referência de Teatro Infantil)
[evento exclusivo para convidados]
16h Sala Itaú Cultural Espetáculo infantil O Cano com Circo Teatro Udi Grudi
15h Sala Vermelha Mesa de debates Teatro para crianças tem que ensinar? com Ricardo Schöpke e Eric Nowinski com mediação de Ana Luísa Lacombe
17h Sala Vermelha Mesa de Debates Formação do público jovem com Cláudia Schapira e Laerte Mello com mediação de Deborah Serretiello

domingo 21
16h Sala Itaú Cultural espetáculo infantil O Cano com Circo Teatro Udi Grudi

terça-feira, 11 de agosto de 2009

...

“Acho que levar a educação à comunidade é cativar o consumidor de música, teatro, filme, novela. A vontade de se comunicar, de participar. Cansei de ver uma certa cena atuar e bater palma pra si mesma, ignorando o povo e seus desejos, ignorando a maioria e suas necessidades.”
Preto Bomba, músico do movimento de hip-hop

Da roda, mangueira e internet...

Descoberta boa, inspiradora:

"Tião Rocha é um homem simples e que gosta de desafios. De fala calma, ele parece estar sempre silenciosamente inquieto. É um sujeito que gosta de colocar as coisas em prática para ver se funcionam. Há mais de duas décadas, Tião resolveu testar algumas idéias nas quais sempre acreditou.

Fundado na década de 80, o Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD) é um laboratório de experiências educacionais. A idéia fundadora era mexer em receitas prontas, em idéias estabelecidas no status quo. O modelo escolar tradicional não era suficiente para o que ele imaginava ser o verdadeiro sentido da Educação.

Os primeiros passos do CPCD foram questionar os elementos mais básicos da forma e estrutura de aprendizado. É possível ter uma escola sem muros, debaixo de um pé de manga? As “aulas” podem ser dadas em uma roda? É preciso que alguém ocupe o papel de professor?

(...)

A internet como ferramenta de transformação

Apesar de já ter chegado longe (em 2007 ganhou o prêmio Empreendedor Social 2007 ), Tião sabe que é sempre bom relativizar e desconfiar das coisas. O olhar matuto. O olhar do antropólogo.

Para ele, a Internet é apenas mais uma ferramenta. Ela pode ser usada para o bem ou para o mal. Nessa área, ele segue a tradição: sem o real, o virtual não existe. “O fato de ter acesso não torna as pessoas melhores. Uma vez, numa roda de conversa com alguns jovens, uma adolescente disse que participava de 250 comunidades no orkut. E aí eu perguntei, 'e no seu bairro, você participa de algum grupo? Da escola de samba? Da associação de moradores? Do time de futebol?'”

E foi por isso que Tião passou a utilizar a teoria do TIC TAC. Para ele, os jovens hoje estão cheios de TICs (Tecnologia de Informação e Comunicação), mas sem os TACs (Tecnologia de Aprendizagem e Convivência) esse relógio não vai funcionar direito.

Tião concorda que a internet traz no seu DNA a idéia de descentralizar e de agir independentemente. Quanto mais abertas forem as novas tecnologias, mais interessante será para os jovens. Ele cita o exemplo do autor indiano Sugata Mitra e do livro Um Furo na Parede (Tião assina a orelha da edição brasileira). “Quando você quebra muros, favorece relações mais horizontais. Isso gera uma série de possibilidades”, afirma.

Em vários aspectos Tião remonta personagens das páginas de Guimarães Rosa. E assim como o escritor mineiro ele gosta de inventar palavras. “Empodimento” é uma das suas preferidas. Ela surgiu da constante resposta que o educador dava aos jovens que ainda não eram certos da liberdade que tinham: “pode fazer isso, Tião?”. “Pode, sim. Pode tudo.”

Para ler o artigo inteiro clique aqui.


Trechos do programa Ação, da Rede Globo, exibido em 26/04/2008, sobre o trabalho desenvolvido pelo educador Tião Rocha, do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento

sábado, 25 de julho de 2009

segunda-feira, 15 de junho de 2009

...

“ Adubar a terra
com número e letras
asas e poemas.
Para colher lírios,cravos e alfazemas.
Agricultor,o bom mestre sabe,
que espinhos e pétalas
fazem parte da primavera.
Porque ensinar
é regar a semente sem afogar a flor ."
Sérgio Vaz

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Escola sustentável...

O que é uma escola sustentável?

Existem muitas definições sobre o que é sustentável. A mais apropriada que encontramos diz que o sistema em que vivemos deve satisfazer nossas necessidades de crescimento e manutenção armazenando mais energia do que a despendida para construí-lo. Isso quer dizer que nosso foco deve estar em obter o que precisamos no presente sem comprometer a estrutura para que as gerações futuras possam fazer o mesmo. A escola sustentável busca ensinar as crianças a viver dentro dessa lógica. Produzir ao invés de consumir e gastar. Só assim será possível difundir o conceito e aplicá-lo.
Para muitos estudantes o futuro parece incerto e até assustador. Por isso, existe a necessidade dessa interpretação mais ampla da educação. É preciso mudar o foco e escolher temas que ofereçam as ferramentas para construir um futuro sustentável. Isso envolve um aprendizado contínuo e interdisciplinar. E o meio-ambiente pode fazer essa ponte!
A eco-alfabetização traz em si mesma conceitos básicos da sustentabilidade. Programas que descobrem a natureza pela ciência, matemática, literatura, arte e ciências sociais permitem investigações práticas e encorajam avaliações críticas fundamentais para que tenhamos adultos capazes de viver de forma sustentável.
A reorientação da educação envolve não somente aumentar o conhecimento do aluno, mas incentivar o desenvolvimento de habilidades e valores que motivarão para estilos de vida sustentáveis. Já está comprovado que elevar o grau de instrução das pessoas não é suficiente para alcançar sociedades sustentáveis. Por isso estamos aqui. Nós e você. A escola-sustentável propõe uma educação básica que inclua o ensino de valores, a promoção do cuidado com o planeta, o cuidado com as pessoas e a partilha justa de recursos.
Como fazer isso?O ensino da sustentabilidade deve começar com projetos. Eles enfatizam o pensamento crítico, a resolução de problemas, a tomada de decisões, análise, o aprendizado cooperativo, liderança e a capacidade de comunicação. Já o meio ambiente deve entrar como uma coisa divertida e dinâmica, algo que mostre para os futuros cidadãos que nós fazemos parte do que chamamos natureza e que não é apenas na semana dedicada ao meio-ambiente, ou no dia da árvore, que devemos pensar sobre ela. E mais uma vez você pergunta: como? A permacultura (inventada pelo australiano Bill Mollison na década de 70) tem algumas dessas respostas. Ela é um pacote pedagógico, uma metodologia para a criação de ambientes produtivos, sustentáveis e ecológicos que possibilitam o homem habitar a terra sem destruí-la.
E não pense que a escola é pequena demais para isso, ela é ideal. Começar envolvendo as crianças com os canteiros e espaços verdes da área escolar é o início perfeito do relacionamento entre esses pequenos seres humanos e a natureza. Lembre, estamos dando apenas o primeiro passo! Você vai ver como esses espaços, verdadeiras salas de aula ao ar livre, são capazes de entusiasmar e envolver seus alunos.
Veja uma comparação entre o ensino tradicional, centrado no professor, e o ensino que propomos, aberto e centrado no aluno.

Educação centrada no professor:
* Professor ensina, os alunos são ensinados;
* Professor sabe tudo;
* Professor pensa sobre os alunos;
* Professor é o sujeito do conhecimento e os alunos são o objeto.

Educação centrada no aluno
* Partilha a informação;
* Gera opções de aprendizado criativo e auto-iniciado;
* Alunos envolvidos no processo;
* Ênfase na avaliação holística;
* Alunos contribuem para a seleção das experiências de aprendizagem.

Como vemos, os modelos centrados no aluno são fundamentais para a criação de uma consciência sustentável. Eles oferecem processos interativos que podem ajudá-los a se sentirem responsáveis por seu aprendizado, desenvolvendo habilidades. Esse modelo de educação oferece ferramentas para restabelecermos o controle sobre o aprendizado, dirigindo nosso futuro para a sustentabilidade.
-Fonte:http://www.ecocentro.org/habitats/?page_id=15

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ações Multiplicadoras...

Teve início dia 01/04 na Pinacoteca do Estado de São Paulo, o curso Ações multiplicadoras: o museu e a inclusão sociocultural 2009, contando com a participação de 28 educadores de diferentes organizações sociais atuantes junto a públicos em situação de vulnerabilidade social de distintas faixas etárias.O objetivo do curso é dar subsídios para a elaboração, execução e avaliação de projetos educativos voltados à inclusão sociocultural dos grupos em que os educadores atuam.
Estou fazendo esse curso, representando o CENPEC.

Quero compartilhar, contando de um dos dias que para mim foi muito inspirador.

Nossa aula foi em uma sala da Estação Pinacoteca. Fomos divididos em 5 grupos; cada grupo recebeu uma proposta para realizar/vivenciar. Essas propostas são recursos utilizados pela equipe da Pinacoteca em suas ações educativas.
"Trabalhar com recurso educativo é trabalhar por meio de jogos simbólicos, portanto, ele pode agir como auxiliador na organização do pensamento e, consequentemente, na construção do conhecimento. Seu uso não parte de uma metodologia pautada exclusivamente no pensamento racional, com regras prontas e fixadas, mas busca múltiplas interpretações através do exercício de linguagens não-verbais/simbólicas como mediadoras da realidade. Desta forma, amplia as possibilidades de ação, de compreensão do mundo e do que se vê." ( Daniele Carvalho, no texo: desenvolvimento de recursos educativos)

Compartilho as propostas aqui e aonde o grupo que eu estava inserida chegou, com o intuito de, quem sabe, multiplicar inspirações...

Fiquei com a proposta que foi entregue ao GRUPO5
Proposta: POEMAS E IMAGENS: Cada participante associa uma imagem a um poema. Em seguida, todos juntos selecionam partes dos poemas criando um novo texto. Ainda coletivamente, criam uma colagem com elementos das obras, que dialogue com o poema feito.
Público: adolescentes.
Objetivo: Estabelecer diferentes relações entre texto e imagem.













Tarefa 1: Escolhi esse poema do Drummond fazendo relação com essa imagem da obra Pintura de Tomie Ohtake, óleo sobre tela 1969.
Entre outras coisas, a relação para mim se deu, por as duas obras, em minha visão, falar de união. A obra de Othake, pode ser vista como algo que tem um corte no meio, mas o que enxergo são duas coisas semelhantes que estão unidas pela Luz. A Luz é o que une.
Em um segundo momento, tinhamos que em grupo criar um novo poema, com trechos dos poemas escolhidos individualmente. Resultado:



Uma de nós do grupo chamou atenção para o fato desse poema poder ser lido de duas formas: de cima para baixo e de baixo para cima.

O mundo

transforma
som
no breve espaço
claro raio
na janela



o Próximo passo: construir em grupo uma imagem associada a o poema que fizemos.
e o resultado está aí ...do lado.
Uma obra que também foi pensada em ser lida de baixo pra cima e de cima pra baixo, como o poema.
claro que as leituras são múltiplas... ( tres pontinhos: abertura para o infinito...)
Dia bom, nos divertimos muito! criatividade nutre!!!


Outras propostas:
GRUPO 1:
Proposta: QUEBRA-CABEÇA ARTICULADO: Para construir o quebra-cabeça é necessário fazer riscos e cortes desejados sobre o rascunho PB da imagem escolhida, para depois cortar definitivamente a cópia colorida. Em seguida, colar sobre o E.V.A. as partes já separadas e estas em pedaços de folha imantada. Quando terminar esta parte, escolher um poema que se relacione
com a obra que a proposta foi feita. Dando continuidade ao exercício, construir uma casa vinda de sua imaginação e/ou memória com formas geométricas de E.V.A. colorido
Público: Crianças
Objetivo: Desenvolver a percepção formal, memorização, organização espacial, linguagem poética e a construção/reconstrução dos elementos compositivos de obras de arte.

GRUPO 2:
Proposta: SIMBOLOGIA PESSOAL: Selecionar, recortar e imantar símbolos presentes na reprodução dada, recombinando-os. Depois disso, cada um desenvolve um símbolo pessoal imantado, com possibilidade de criar várias composições sobre a placa de metal
Público: Adolescentes e/ou adultos
Objetivo: Explorar a questão do alfabeto visual na obra de Rubem Valentim e a elaboração de uma simbologia pessoal, ou seja, diferentes composições e formas que busquem traduzir a identidade de cada participante.
GRUPO 3:
Proposta: JOGO DE ENCAIXE: Escolher uma das reproduções das obras em questão, selecionar parte(s) que possa(m) ser retirada(s) do contexto em que se encontra(m) e transposta(s) para uma outra paisagem. Através de associações que resgatem memórias, escrever uma palavra para a imagem original, outra para a que possui elemento(s) destacado(s) e, por fim, outra
palavra para a terceira imagem.
Público: Adultos e/ou famílias e/ou idosos
Objetivo: Resgatar a memória afetiva a partir da percepção formal e da associação entre imagem e palavra.
GRUPO 4:
Proposta: CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS E CAÇA DETALHES: Recortar e colar sobre papel cartão, detalhes de obras do artista Samico e de trabalhos presentes na exposição temporária “Convivência”. Com estes detalhes selecionados, estabelecer uma ordem e contar uma história. A seqüência escolhida sempre que alterada, possibilita uma nova narrativa.
Público: Crianças e/ou adolescentes
Objetivo: desenvolver a imaginação, a organização de uma narrativa oral, a percepção estética e a construção coletiva.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

...

Raposo Tavares.

Primeira aula fora do pátio. Uma experiência

céu azul, vento, gramado.

Perceber e sentir a natureza.

Recorte de um momento da aula:

Primeiro: Um por vez, dizer para a roda algo que considere bom na vida (surgiu: amizade; Deus, Vida, família; liberdade; paz...) e algo que ache ruim (unânime: "ta preso")

Segundo: Dupla. Um de olhos fechados. Combinado: seguir a voz do companheiro, quando ele dissesse a "coisa boa" escolhida: andar; e a "coisa ruim": parar.

Depois do exercício trouxe uma palavra para a roda: DISCERNIMENTO. Falei de seu significado: enxergar a diferença entre o bom e que não é bom, o certo e o errado. O exercicio cresceu quando fizemos a transposição dele para nossas vidas: caminhar seguindo aquilo que sentimos que será bom para nós e para as outras pessoas; quando "ouvir a voz" daquilo que nos prejudicará e aos outros, parar, refletir, mudar o caminho...

A Importância que vejo em vivenciar e encontrar significados múltiplos para o experênciado, criando conexões, interconexões, amplindo nossa percepção do ensino...

terça-feira, 28 de abril de 2009

O presente da presença...



O maior presente é a presença..

Sábado dia 25/04, teve um encontro entre mães e filhos na EMEI. Prof. Ronaldo Porto Macedo, organizado por mim, a pedido da escola.

Dia de brincadeiras!

abraço é bom e nós gostamos!!!
braços extensão do coração em união!

"Levanta um braço
Levanta o outro
faz um bambolê
mexer o pescoço
olha para cima
olha para baixo
procura sua mãe
e dá um abraço"

em outro momento: caminhando pela quadra, ao som de uma música.
pausa no som e pode vir um número de 1 a 4.
1: levantar os braços;
2: mãos na cintura;
3: fazer "estátua";
4: procurar sua dupla (mãe e filh@) e dar um abraço!


Confiança é fiar juntos!

tecendo a vida em união, mãe filh@! no confiar...

dinâmica: dupla. um na frente do outro de olhos fechados.
condução: mão nas costas caminha para frente.
mão na cintura: para.
mão no ombro: vira.
Depois inverte. As mães em sua maioria ao serem conduzidas pelos filhos, ficaram com um olho aberto e outro fechado, rsrs.




"Ciranda de luz
Ciranda de Paz
Ciranda alegria
Harmonia e Paz"


Mães e filh@s passaram por diversos desafios juntos e em homenagem ao percurso que criaram, construiram um "arco-íris", colocando ainda mais cores em suas vidas!



Registro da memória do dia. Memória o que mora em nós!
Mães e filh@s conversaram e entraram em um acordo da brincadeira que eles mais gostaram no dia, e registraram em cores e formas!



No final, em roda, o conselho foi aberto para "duas vozes" de mães e "duas vozes" de filh@s, e vivemos a gratidão de receber palavras de alegria estimuladas por esse dia bom!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

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Sai das aulas que dou de quinta a tarde na Fundação Casa - Raposo Tavares e me veio o seguinte pensamento: "fazer menos e possibilitar mais".

No sentido de simplificar as dinãmicas de aula dando mais e mais abertura para a prática de autonomia dos alunos.

Precisei faltar na aula anterior e fiquei sabendo que os meninos ensaiaram - estamos construindo uma peça - sem mim e se entenderam muito bem. Resolvi hoje, em vista disso, propor que eles conduzissem o ensaio e eu ficaria observando.

passaram a cena três vezes, entre um ensaio e outro a palavra que usei para fazer minhas observações foi sempre: SUGESTÃo.
e a pergunta: O QUE VOCES ACHAM?

Funcionou muito bem. Descobri mais o valor de observar, quando pretende-se estar atento as qualidades que estão se apresentando no trabalho dos alunos. Observar para posteriormente atuar valorizando, alimentando,desenvolvendo o valor que já se faz presente, que já é, só precisa de mais LUZ. LUZ sempre é bom.

Analisando meu percurso como educadora vejo que antes falava demais, vontade de passar aquilo que entendia como "importante", hoje venho falando cada vez menos e fazendo mais perguntas; caminho que entendo como bom de ser explorado.

Voltando do trabalho, ainda no ônibus, lendo o texto "Mediando [com]tatos com arte e cultura - Entre a proximidade e o estranahmento: a mediação e o público", de uma palestra dada por Gabriela Aidar,falando da prática educativa desenvolvida na Pinacoteca, encontro:

"(...) Na nossa prática, muitas vezes, o desenvolvimento e o fortalecimento de conhecimentos e habilidades vivenciais são mais relevantes do que a aquisição de conhecimentos objetivos."

Parcerias no pensar e agir...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

ouvir ativo



www.ouvirativo.com.br

Unir em liberdade...

"minha razão de ser é ser um CLIPS

isso mesmo.
ser um "clips" é genial.
vc já pensou na cri(e)ação...do clips?
claro, não aconteceu do nada.
talvez existisse algum outro objeto similar, alguma coisa com uma função semelhante. não sei.

o incrivel para mim é o fato de ter sido uma criação que evoluiu pra SIMPLICIDADE


ahhh!qta complexidade foi necessária para gerar um pedacinho de arame entortado...mas, que com um toque especial, transformou-see "big bang"

nasceu o clips!

agora, espetacular mesmo é o propósito de ser do clips:

UNIR COISAS.

coisas semelhantes e/ou diferentes são reunidas em condições especiais de convivencia:
respeito mútuo
harmonia
objetivos comuns e
liberdade

por exemplo, as folhas de um trabalho escolar, unidas pelo clips, podem permanecer juntas num determinado momento e noutro serem separadas e distribuidas. depois, podem ser re-colhidas e re-unidas. há um eterno ir e vir, sem ferir e estragar.

hoje podemos encontrar clips de todos os tipos, tamanhos, cores e com diferentes aplicações. existe uma diversidade impressionante.
entretanto, todos eles, em sua simplicidade, tem uma unidade de propósito:

UNIR EM LIBERDADE."

(do livro: jogos cooperativos, de Fábio Otuzi Brotto)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

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Raposo tavares.

Roteiro da aula:
1- roda de conversa - conversa a respeito das cenas criadas na aula anterior;
2 - Os grupos refazem as cenas movidos pela pergunta: o que faria melhor? -relação: improviso-vida / ensaio-aprendizado-melhora;
3 - apresentação das cenas com as mudanças escolhidas;
4 - os dois grupos apresentam as cenas ao mesmo tempo, quando um grupo esta falando/fazendo o outro está em estátua.
5 - conversa a respeito do foco - relação com a vida: aonde estamos colocando nossa atenção.
6 - Mudança de grupos. Cena livre movidos pela pergunta: o que acho importante dizer ao mundo?

Cheguei na sala e já escutei:- Senhora, hoje não quero fazer a atividade não! - Na sequencia mais umas duas recusas. Começamos a atividade e o grupo todo não se interessou pela proposta feita. Então, redesenhei todo o roteiro da aula, no intuito que eles se interessassem e participassem. A aula dada foi a seguinte:

1 - roda de conversa - conversa a respeito das cenas criadas na aula anterior;
2 - Alongamento
3 - Roda - jogo do objeto imaginário;
4 - cena com objetos imaginários- jogo da atividade ( um voluntario entra em cena, mostrando uma ação com objeto imaginário, ao que, depois de visualizar a ação , outros podem entrar para compor a cena);
5 - Improviso em dupla - mostrando um esporte;
6 - Improviso em grupo com objetos imaginários ( 5 min. para escolha em grupo da ação);

Vi importancia em mostrar a aula pretendida e a aula dada pois é algo que muito acontece em um processo educativo; Por isso, entendo que a abertura para o diálogo com os alunos e a habilidade de redesenhar uma aula se se fizer necessário, é algo a ser cada vez mais desenvolvido.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

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Fotos escolhidas pelos alunos em atividade de improviso com imagens

Comecei a dar aula na Raposo Tavares.

Até, então, só vinha dando aulas no Brás; na raposo Tavares o que me chamou a atenção de pronto foi a vegetação e a o vento que veio ao meu encontro quando descia a ladeira para chegar a unidade.Vejo que o espaço fisico faz diferença no sentimento/comportamento das pessoas; na Raposo consegui respirar melhor do que no Brás. Senti melhores ares.

Em sala com os adolescentes. Turma de 10.
A aula fluiu com bastante dinamismo, os meninos se envolveram, participaram todos da atividade inteira com entusiasmo.

Roteiro da aula:
- Roda de conversa. Apresentação do curso.
- Texto: viver para representar, de Peterson Xavier.
- Jogos de nome. Peteca :- jogar a peteca dizendo seu próprio nome;
- jogar a peteca dizendo o nome da pessoa para quem você esta jogando;Nome e movimento:- Em roda, um pro vez, diz seu nome e faz um gesto, ao que todos na sequencia devem imitar;- jogos de integraçao - espaço/ritmo: caminhar pelo espaço prestando atenção nas cores, na temperatura, nas pessoas que encontramos. Quando um para, todos param. Quando um volta a caminhar, todos voltam. Quem voltar a caminhar propõe um modo de andar ao que todos imitam;
- Em roda todos marcam seus lugares, apenas um fica de fora. Só pelo olhar os jogadores devem trocar de lugar, e quem ta fora deve nesse momento tentar pegar o lugar;
- jogo das fotos. Colocamos as cadeiras voltadas para um espaço vazio que seria nosso palco. Duas pessoas começam representando uma "foto" de um cumprimento. Um dos jogadores sai deixando o outro em estátua, ao que entra outro na "foto" criando uma nova imagem, e assim por diante...
- Jogo de improviso a partir de recortes de fotos de jornal. Levei diversos recortes de fotos. Dividi-os em dois grupos. cada grupo escolheu sua foto e deveria combinar rapidamente a cena e ja apresenta-la.
- Não houve tempo de conversarmos a respeito das cenas criadas, ficamos de fazer isso no inicio da aula de quinta-feira.

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Questionamento: tratar determinados temas que expõem aspectos negativos em nossa sociedade auxiliam o adolescente a ampliar a consciencia ou corre-se o risco de apenas alimentar revolta e rebeldia?
No momento, vejo que é importante, tratar temas da "realidade" deles, para a partir daí em diálogo (que pode acontecer em roda de conversa, exercicios de cenas, etc) saltar junto com eles ampliando o ponto de vista, enxergando além...crescendo em consciência.