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quarta-feira, 24 de março de 2010

Encontro...

Fui convidada pela ONG SOABEM para coordenar um encontro com educadores de adolescentes e jovens.
Procurei contribuir compartilhando com o grupo apostas fortes que faço em um trabalho de educação: : estímulo à criatividade, ao lúdico, ao diálogo e à cooperação.
A proposta parte do entendimento que para ser encontro verdadeiro é necessário haver diálogo. Quando falo de diálogo, não me limito apenas à fala, mas sim a todas as atividades que carregam em si abertura para que haja comunicação, interação e ampliação de nosso ponto de vista nesse contato. O diálogo é essencialmente aprendizagem em um processo de participação de todos. Todas as atividades escolhidas visam que a valorização e o respeito ao ponto de vista e expressão de cada um esteja presente.
Compreendo que só podemos ensinar aquilo que praticamos, então, bora para a prática! :)
Em roda - forma mágica onde todos podem ver a todos e sentir-se parte de um coletivo onde a posição de cada um é tão valiosa quanto a do outro - com uma bolinha na mão hora de se olhar dizer seu nome, algo que gosta de fazer e lançar a bola para outro, olhando nos olhos.
Ainda fortalecendo o que gostamos - aspectos de nossa identidade - algumas perguntas foram feitas ao grupo: quem gosta de dançar? - quem se identificasse, devia levantar a mão, e trocar de lugar com outro que também levantou a mão. Logo o pedido: agora quem propõe uma pergunta para o grupo?
Esquentando ainda mais nosso encontro: em roda, mãos dadas, prestando atenção em quem está do lado direito e do lado esquerdo, soltar as mãos, trocar de lugar, ficar bem pertinho e então sem sair do lugar buscar as mãos que nas rodas estavam dadas as nossas. e construimos o chamado: nó humano! nó é bom porque dá pra desatar! e esse é o desafio, sem soltar as mãos, na cooperação, voltar à formação de roda!

Mais desafios: em dupla. Um na frente de outro, o que está na frente olhos fechados. E partimos para um jogo da confiança, estimulando o confiar em outros níveis. Confiar: fiar juntos!Regras do jogo: mãos nas costas anda para frente, mão na barriga anda para trás, mão no ombro direito vira para a direita, ombro esquerdo para a esquerda, toque na cabeça é para parar. E quem conduz é parceiro que cuida e auxilia o outro nessa brincadeira , quem sabe, a superar medo.
Ousando um tiquinho mais, limite não há! o infinito é nosso destino! :)Agora o desafio é: em grupo, um por vez fica no meio de olhos fechados e sem tirar os pés do chão lança-se para frente, para trás, para o lado, onde vai ser acolhido pelos parceiros.
Após esses jogos fizemos uma roda de conversa para compartilhar sensações e percepções que as atividades iniciais provocaram.

Ainda em roda pedi que cada um formulasse em uma frase o que sente que é o maior desafio ao se trabalhar com adolescentes e jovens. Gosto da palavra desafio porque, para mim, ela carrega a força da superação, diferente da palavra dificuldade que, para mim, pode reverberar em acomodações, reclamações, resmungos...

Alguns desafios que foram postos na roda: "o desafio de fazer com que os jovens interessem-se pelos assuntos tratados em aula"; "o desafio de auxiliar os jovens a se respeitarem"; " o desafio de falar a mesma lingua que o jovem", etc.

Compreendendo que as soluções estão em nós, em nossa reflexão e prática e também apostando que a inteligência coletiva supera a inteligencia individual e que, portanto, na troca, no diálogo, no compartilhar dos pontos de vista, luzes aparecem ao auxilio da superação dos desafios, fizemos a dinâmica dos círculos de conversação, inspirada no World Café

O grupo dividiu-se em três mesas, uma das pessoas voluntariou-se para ser o anfitrião da mesa. O anfitrião é responsável por guardar a memória daquela mesa e depois compartilhar com o grupo maior a síntese das idéias que rolaram nas conversações na mesa. O anfitrião pemanece na mesa e os demais participantes trocam de mesa ao sinal da pessoa que está organizando o encontro. O objetivo é que todos conversem com o maior número de pessoas presentes.

Perguntas significativas para o grupo são feitas para provocar a conversa. Nesse encontro a primeira pergunta feita foi:"como superar o desafio de dialogar com os jovens sobre temas que a principio parece não interessá-los?"

E a segunda: "É possível falar a mesma linguagem que o jovem? se sim, como?"

Após o tempo de conversa, a primeira coisa sentida foi que mais tempo de conversa seria ótimo! rs. Mesmo com o limite de tempo não satisfatório o grupo compartilhou que foi uma dinâmica muito rica para todos. Trocar é agregar, trocando saimos mais ricos.

Para finalizar fizemos uma roda em pé e cada um disse uma palavra que sentia que sintetzava para si nosso encontro. União, cooperação, alegria, encontro, diálogo... entre outras surgiram. A minha foi: gratidão ;)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

...

tive uma aula com os adolescentes da UI27, que sinto que vale registrar/compartilhar.
sexta passada fizemos uma apresentação na unidade.comecei a aula pedindo que os alunos registrassem como foi para eles fazer essa apresentação.segundo passo: um dos jovens conduziu um exercicio cenico (esse foi o nome que ele deu). na aula anterior da apresentação ele havia pedido para passar esse exercicio, e como estavamos com o tempo curto para o ensaio, combinei que isso aconteceria hj.
o exercicio foi o seguinte:
em roda, diálogo entre dupla
- Ce viu o pato?
- Que pato?
- o pato!
- Ah! o pato!
o jogo era que a conversa toda devia ser no mesmo tom da primeira pergunta. surgiram diálogos gagos, risonhos, espirrando, bravos, sussurados...foi ótimo! e gerou muitas risadas! alegria, parte séria da vida!depois fizemos a brincadeira (também proposta pelo mesmo aluno) de "vou pra marte e vou levar..." onde a charada é que só podemos levar coisa que comecem com a primeira letra de nosso nome.foi bem legal, tbém!próximo passo:levei dois curtas-metragens para assistirmos (Criança vê, criança aprende e lead india - procurar no marcador "vídeo")e inspirar conversas e exercicios.antes de vermos, disse o quanto estamos o tempo todo dando exemplo...e que nós como artistas somos mensageiros...a pergunta é: que mensagem queremos passar? sabendo que a influencia que exercemos é de nossa responsabilidade.Depois de assistirmos aos curtas, aprofundamos a conversa sobre que exemplos estamos seguindo e quais exemplos estamos dando, chegando ao entendimento que ensinamos aquilo que praticamos.
Inspirada pela conversa contei a seguinte história:
Gandhi certa vez foi procurado por uma mãe que levou o filhinho consigo, e lhe pediu:
- Gandhi, este menino come muito açúcar. Já tentei de tudo e não consigo que ele pare com isso. Como ele gosta muito de você, com certeza irá obedecê-lo. Por favor, peça para que ele pare de comer açúcar!
Gandhi pediu àquela mãe que voltasse uns 15 dias depois.
Tempo decorrido a mãe o procura novamente e Gandhi olha o menino com bastante atenção e diz:
- Pare de comer açúcar!
O menino baixou a cabeça, mas fez sinal de que iria obedecê-lo.A mãe não entedeu nada daquilo e perguntou, super intrigada:
- Gandhi, por que você não falou isso há 15 dias atrás?
- É que há 15 dias atrás eu também comia açúcar
Na sequencia, dividi a turma em dois grupos e a proposta era que fizessem uma improvisação que mostrasse um mau exemplo.
Depois das apresentações o grupo1 deu uma solução para que a cena do grupo2 se transformasse em um exemplo positivo e vice-versa. Improvisaram as sugestões.
Roda de conversa. os alunos falaram entusismados o quanto tinha sido legal essa aula. Segundo alguns: "a melhor aula de todas", " a gente vai fazendo e o teatro vai ficando cada vez mais importante", " a 'senhora' (falando de mim) chama atenção da gente mas é com conversa, aí a gente entende, e ve que é um privilégio a senhora estar aqui, tratando a gente bem assim. Tem pessoas que só porque fizemos certas coisas lá fora nos julga e nos trata mal, mas nós também temos coisas boas..."
E, ao meu ver, uma das infinitas "coisas boas" é a capacidade de reconhecimento, se estão enxergando valor e beleza em uma relação baseada no diálogo, no respeito e na alegria é porque tudo isso já tem dentro deles.
Dia bom!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ações Multiplicadoras...

Teve início dia 01/04 na Pinacoteca do Estado de São Paulo, o curso Ações multiplicadoras: o museu e a inclusão sociocultural 2009, contando com a participação de 28 educadores de diferentes organizações sociais atuantes junto a públicos em situação de vulnerabilidade social de distintas faixas etárias.O objetivo do curso é dar subsídios para a elaboração, execução e avaliação de projetos educativos voltados à inclusão sociocultural dos grupos em que os educadores atuam.
Estou fazendo esse curso, representando o CENPEC.

Quero compartilhar, contando de um dos dias que para mim foi muito inspirador.

Nossa aula foi em uma sala da Estação Pinacoteca. Fomos divididos em 5 grupos; cada grupo recebeu uma proposta para realizar/vivenciar. Essas propostas são recursos utilizados pela equipe da Pinacoteca em suas ações educativas.
"Trabalhar com recurso educativo é trabalhar por meio de jogos simbólicos, portanto, ele pode agir como auxiliador na organização do pensamento e, consequentemente, na construção do conhecimento. Seu uso não parte de uma metodologia pautada exclusivamente no pensamento racional, com regras prontas e fixadas, mas busca múltiplas interpretações através do exercício de linguagens não-verbais/simbólicas como mediadoras da realidade. Desta forma, amplia as possibilidades de ação, de compreensão do mundo e do que se vê." ( Daniele Carvalho, no texo: desenvolvimento de recursos educativos)

Compartilho as propostas aqui e aonde o grupo que eu estava inserida chegou, com o intuito de, quem sabe, multiplicar inspirações...

Fiquei com a proposta que foi entregue ao GRUPO5
Proposta: POEMAS E IMAGENS: Cada participante associa uma imagem a um poema. Em seguida, todos juntos selecionam partes dos poemas criando um novo texto. Ainda coletivamente, criam uma colagem com elementos das obras, que dialogue com o poema feito.
Público: adolescentes.
Objetivo: Estabelecer diferentes relações entre texto e imagem.













Tarefa 1: Escolhi esse poema do Drummond fazendo relação com essa imagem da obra Pintura de Tomie Ohtake, óleo sobre tela 1969.
Entre outras coisas, a relação para mim se deu, por as duas obras, em minha visão, falar de união. A obra de Othake, pode ser vista como algo que tem um corte no meio, mas o que enxergo são duas coisas semelhantes que estão unidas pela Luz. A Luz é o que une.
Em um segundo momento, tinhamos que em grupo criar um novo poema, com trechos dos poemas escolhidos individualmente. Resultado:



Uma de nós do grupo chamou atenção para o fato desse poema poder ser lido de duas formas: de cima para baixo e de baixo para cima.

O mundo

transforma
som
no breve espaço
claro raio
na janela



o Próximo passo: construir em grupo uma imagem associada a o poema que fizemos.
e o resultado está aí ...do lado.
Uma obra que também foi pensada em ser lida de baixo pra cima e de cima pra baixo, como o poema.
claro que as leituras são múltiplas... ( tres pontinhos: abertura para o infinito...)
Dia bom, nos divertimos muito! criatividade nutre!!!


Outras propostas:
GRUPO 1:
Proposta: QUEBRA-CABEÇA ARTICULADO: Para construir o quebra-cabeça é necessário fazer riscos e cortes desejados sobre o rascunho PB da imagem escolhida, para depois cortar definitivamente a cópia colorida. Em seguida, colar sobre o E.V.A. as partes já separadas e estas em pedaços de folha imantada. Quando terminar esta parte, escolher um poema que se relacione
com a obra que a proposta foi feita. Dando continuidade ao exercício, construir uma casa vinda de sua imaginação e/ou memória com formas geométricas de E.V.A. colorido
Público: Crianças
Objetivo: Desenvolver a percepção formal, memorização, organização espacial, linguagem poética e a construção/reconstrução dos elementos compositivos de obras de arte.

GRUPO 2:
Proposta: SIMBOLOGIA PESSOAL: Selecionar, recortar e imantar símbolos presentes na reprodução dada, recombinando-os. Depois disso, cada um desenvolve um símbolo pessoal imantado, com possibilidade de criar várias composições sobre a placa de metal
Público: Adolescentes e/ou adultos
Objetivo: Explorar a questão do alfabeto visual na obra de Rubem Valentim e a elaboração de uma simbologia pessoal, ou seja, diferentes composições e formas que busquem traduzir a identidade de cada participante.
GRUPO 3:
Proposta: JOGO DE ENCAIXE: Escolher uma das reproduções das obras em questão, selecionar parte(s) que possa(m) ser retirada(s) do contexto em que se encontra(m) e transposta(s) para uma outra paisagem. Através de associações que resgatem memórias, escrever uma palavra para a imagem original, outra para a que possui elemento(s) destacado(s) e, por fim, outra
palavra para a terceira imagem.
Público: Adultos e/ou famílias e/ou idosos
Objetivo: Resgatar a memória afetiva a partir da percepção formal e da associação entre imagem e palavra.
GRUPO 4:
Proposta: CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS E CAÇA DETALHES: Recortar e colar sobre papel cartão, detalhes de obras do artista Samico e de trabalhos presentes na exposição temporária “Convivência”. Com estes detalhes selecionados, estabelecer uma ordem e contar uma história. A seqüência escolhida sempre que alterada, possibilita uma nova narrativa.
Público: Crianças e/ou adolescentes
Objetivo: desenvolver a imaginação, a organização de uma narrativa oral, a percepção estética e a construção coletiva.

terça-feira, 19 de maio de 2009

...

Tenho trabalhado muito com os grupos da Fundação Casa na Raposo Tavares com o que chamo de "jogos da confiança", que são dinamicas de integração, com o objetivo que o grupo fortaleça-se em convivencia e cooperação.

Hoje levei a música "Mais uma vez", do Renato Russo, para compartilhar com eles. Na aula da quinta passada sai com ela na memória e toda a elaboração da aula de hoje foi estimulada e inspirada por ela.

"Mas é claro que o Sol vai voltar amanhã (...)
Nunca deixe que lhe digam
Que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança"

Falamos , então, a respeito da AUTO CONFIANÇA.Conversa boa. Com a auto confiança firme reconhecemos o nosso valor e a partir dai é possivel olhar para nossos irmãos e confiar na contribuição que todos tem a fazer na trama de nossa vida. Fiar junto!Confiar!

Do dicionário ( http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx ):
confiança

s. f.
1. Coragem proveniente da convicção no próprio valor.
2. Fé que se deposita em alguém.
3. Esperança firme.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

...

Raposo Tavares.

Primeira aula fora do pátio. Uma experiência

céu azul, vento, gramado.

Perceber e sentir a natureza.

Recorte de um momento da aula:

Primeiro: Um por vez, dizer para a roda algo que considere bom na vida (surgiu: amizade; Deus, Vida, família; liberdade; paz...) e algo que ache ruim (unânime: "ta preso")

Segundo: Dupla. Um de olhos fechados. Combinado: seguir a voz do companheiro, quando ele dissesse a "coisa boa" escolhida: andar; e a "coisa ruim": parar.

Depois do exercício trouxe uma palavra para a roda: DISCERNIMENTO. Falei de seu significado: enxergar a diferença entre o bom e que não é bom, o certo e o errado. O exercicio cresceu quando fizemos a transposição dele para nossas vidas: caminhar seguindo aquilo que sentimos que será bom para nós e para as outras pessoas; quando "ouvir a voz" daquilo que nos prejudicará e aos outros, parar, refletir, mudar o caminho...

A Importância que vejo em vivenciar e encontrar significados múltiplos para o experênciado, criando conexões, interconexões, amplindo nossa percepção do ensino...

terça-feira, 28 de abril de 2009

O presente da presença...



O maior presente é a presença..

Sábado dia 25/04, teve um encontro entre mães e filhos na EMEI. Prof. Ronaldo Porto Macedo, organizado por mim, a pedido da escola.

Dia de brincadeiras!

abraço é bom e nós gostamos!!!
braços extensão do coração em união!

"Levanta um braço
Levanta o outro
faz um bambolê
mexer o pescoço
olha para cima
olha para baixo
procura sua mãe
e dá um abraço"

em outro momento: caminhando pela quadra, ao som de uma música.
pausa no som e pode vir um número de 1 a 4.
1: levantar os braços;
2: mãos na cintura;
3: fazer "estátua";
4: procurar sua dupla (mãe e filh@) e dar um abraço!


Confiança é fiar juntos!

tecendo a vida em união, mãe filh@! no confiar...

dinâmica: dupla. um na frente do outro de olhos fechados.
condução: mão nas costas caminha para frente.
mão na cintura: para.
mão no ombro: vira.
Depois inverte. As mães em sua maioria ao serem conduzidas pelos filhos, ficaram com um olho aberto e outro fechado, rsrs.




"Ciranda de luz
Ciranda de Paz
Ciranda alegria
Harmonia e Paz"


Mães e filh@s passaram por diversos desafios juntos e em homenagem ao percurso que criaram, construiram um "arco-íris", colocando ainda mais cores em suas vidas!



Registro da memória do dia. Memória o que mora em nós!
Mães e filh@s conversaram e entraram em um acordo da brincadeira que eles mais gostaram no dia, e registraram em cores e formas!



No final, em roda, o conselho foi aberto para "duas vozes" de mães e "duas vozes" de filh@s, e vivemos a gratidão de receber palavras de alegria estimuladas por esse dia bom!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

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Sai das aulas que dou de quinta a tarde na Fundação Casa - Raposo Tavares e me veio o seguinte pensamento: "fazer menos e possibilitar mais".

No sentido de simplificar as dinãmicas de aula dando mais e mais abertura para a prática de autonomia dos alunos.

Precisei faltar na aula anterior e fiquei sabendo que os meninos ensaiaram - estamos construindo uma peça - sem mim e se entenderam muito bem. Resolvi hoje, em vista disso, propor que eles conduzissem o ensaio e eu ficaria observando.

passaram a cena três vezes, entre um ensaio e outro a palavra que usei para fazer minhas observações foi sempre: SUGESTÃo.
e a pergunta: O QUE VOCES ACHAM?

Funcionou muito bem. Descobri mais o valor de observar, quando pretende-se estar atento as qualidades que estão se apresentando no trabalho dos alunos. Observar para posteriormente atuar valorizando, alimentando,desenvolvendo o valor que já se faz presente, que já é, só precisa de mais LUZ. LUZ sempre é bom.

Analisando meu percurso como educadora vejo que antes falava demais, vontade de passar aquilo que entendia como "importante", hoje venho falando cada vez menos e fazendo mais perguntas; caminho que entendo como bom de ser explorado.

Voltando do trabalho, ainda no ônibus, lendo o texto "Mediando [com]tatos com arte e cultura - Entre a proximidade e o estranahmento: a mediação e o público", de uma palestra dada por Gabriela Aidar,falando da prática educativa desenvolvida na Pinacoteca, encontro:

"(...) Na nossa prática, muitas vezes, o desenvolvimento e o fortalecimento de conhecimentos e habilidades vivenciais são mais relevantes do que a aquisição de conhecimentos objetivos."

Parcerias no pensar e agir...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

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"Sonhar é acordar-se para dentro" Mário Quintana


O tema da aula :sonhos.
Depois de exercícios de integração, partimos para a apresentação de cenas improvisadas a partir do tema sugerido.
A primeira cena mostrou o sonho de todos: sair da Fundação. Dois adolescentes recebiam a liberdade.
As próximas cenas mostravam esses jovens fora da Fundação fazendo faculdade, seguindo carreira proficional, com família, filhos.
Uma dupla de adolescentes, trouxe uma cena pronta, criada e ensaiada fora do período da aula. A cena começava com um adolescente dentro da Fundação pensando em se matar. Depois chegava um funcionário (agressivo) que entregava uma carta a ele; era a carta de uma amigo que ele conheceu dentro da fundação. Depois de ler a carta ele refletia e desistia do suicidio. Na sequência o funcionário voltava anunciando que ele havia recebido a liberdade.
A carta dizia:
São Paulo, 01 de outubro de 2008.
Prezado amigo,
espero que quando essa carta chegue em suas mãos, possa lhe transmitir paz...

quero que saibas que mesmo distante eu me lembro das dificuldades que passamos juntos. Eu sei que a situação é dificil, mas quero que não se deixe abater, pois acredito em você. Pois eu consegui e você também pode.
O aprendizado foi duro e mesmo diante dessa situação dificil, não parei de sonhar. fui persistente porque o fraco não alcança a meta. através do rap coori atrás do prejuizo e assim realizar meu sonho.
por isso nunca deixo de sonhar. geralmente quando os problemas aparecem, nós estamos desprevinidos, não é mesmo...? errado!
é voce quem perdeu o controle da situação. perdeu a capacidade de controlar os desafios. principalmente quando a gente foge das lições que a vida coloca na nossa frente.
você se acha sempre incapaz de resolver. se acovarda, entendeu? o pensamento é a força criadora. o amnhã é ilusório. porque ainda não existe. o hoje é real. é a realidade que você pode interferir. as oportundades de mudança estão no presente. não espere o futuro mudar a sua vida, porque o futuro será consequencia do presente.
parasita hoje, um coitado amnhã. corrida hoje, vitória amanhã
(a carta fio criado por eles a partir de trechos da música "A vida é um desafio" do Racionais M´cs)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Cores em movimento...

EMEI Prof. Ronaldo Porto Macedo
Cores em movimento é um projeto que concebi e estou realizando na EMEI Professor Ronaldo Porto Macedo, com crianças de 3 a 6 anos.
Cor é Vida!
A cor é a ação da luz sobre o olho!
A cor nos auxilia a mapear o mundo! alegra, encanta e também nos traz mensagens.
Primeiro encontro: que maravilha é a mistura das cores!
Entrei em cada uma das 5 salas da EMEI, tanto no período da manhã quanto no da tarde.
Contei a história que vai guiar todos os nossos encontros. Depois de ouvir a história mostrei as crianças a mistura das cores e no final desse primeiro encontro cada criança fez um desenho onde só podia estar presente as cinco cores que aparecem na história.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

...


Fotos escolhidas pelos alunos em atividade de improviso com imagens

Comecei a dar aula na Raposo Tavares.

Até, então, só vinha dando aulas no Brás; na raposo Tavares o que me chamou a atenção de pronto foi a vegetação e a o vento que veio ao meu encontro quando descia a ladeira para chegar a unidade.Vejo que o espaço fisico faz diferença no sentimento/comportamento das pessoas; na Raposo consegui respirar melhor do que no Brás. Senti melhores ares.

Em sala com os adolescentes. Turma de 10.
A aula fluiu com bastante dinamismo, os meninos se envolveram, participaram todos da atividade inteira com entusiasmo.

Roteiro da aula:
- Roda de conversa. Apresentação do curso.
- Texto: viver para representar, de Peterson Xavier.
- Jogos de nome. Peteca :- jogar a peteca dizendo seu próprio nome;
- jogar a peteca dizendo o nome da pessoa para quem você esta jogando;Nome e movimento:- Em roda, um pro vez, diz seu nome e faz um gesto, ao que todos na sequencia devem imitar;- jogos de integraçao - espaço/ritmo: caminhar pelo espaço prestando atenção nas cores, na temperatura, nas pessoas que encontramos. Quando um para, todos param. Quando um volta a caminhar, todos voltam. Quem voltar a caminhar propõe um modo de andar ao que todos imitam;
- Em roda todos marcam seus lugares, apenas um fica de fora. Só pelo olhar os jogadores devem trocar de lugar, e quem ta fora deve nesse momento tentar pegar o lugar;
- jogo das fotos. Colocamos as cadeiras voltadas para um espaço vazio que seria nosso palco. Duas pessoas começam representando uma "foto" de um cumprimento. Um dos jogadores sai deixando o outro em estátua, ao que entra outro na "foto" criando uma nova imagem, e assim por diante...
- Jogo de improviso a partir de recortes de fotos de jornal. Levei diversos recortes de fotos. Dividi-os em dois grupos. cada grupo escolheu sua foto e deveria combinar rapidamente a cena e ja apresenta-la.
- Não houve tempo de conversarmos a respeito das cenas criadas, ficamos de fazer isso no inicio da aula de quinta-feira.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

* Fazendo história...

Em roda. Primeiro dia de Oficina de Teatro para um grupo de adolescentes e jovens.

Sabem como nasceu o teatro?

Desse jeito em que estamos hoje.

"Em uma conversa? em uma roda de conversa?"

Isso mesmo! há milhares de anos homens e mulheres se reunem em roda para ouvir e contar histórias. Vejo que é importante a gente conhecer a história porque com ela a gente aprende, mas penso ser ainda mais legal sabermos que estamos fazendo história, a todo momento, a história de nossa vida. E olha só, que legal, hoje estamos fazendo na história de nossas vidas algo que há mlhares de anos as pessoas vêm fazendo, conversando em roda e nos preparando pra fazer teatro...

* Mesmo barco...


Primeiro dia de Oficina de teatro com adolescentes e jovens.
Trouxe para eles que fazer a Oficina de Teatro é como se todos nós estivessemos entrando em um mesmo barco, mas esse barco é a remo. Cada um de nós tem um remo na mão, por isso é importante a participação de todos. A força de todos faz diferença.



Essa imagem do barco a remo foi trazida por eles em diversos momentos da nossa aula.

Chegou um rapaz um pouco atrasado e pedi para os que já estavam presentes contar pra ele o que eu tinha falado até então; que eles contassem o que havia ficado de mais forte do que eles ouviram e todos falaram da imagem do barco a remo.

em outro momento teve um comentário dizendo " em grupo que a gente constrói, se um ta um pouco cansado em um dia, não ta muito bem, a gente faz revezamento no barco, um ajudando o outro, né?"

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

"Sons da Natureza" - Tato, Contato, Cuidado...

Onde fica o tato?

"Em nossas mãos"

Isso mesmo. Em nossas mãos e no corpo todo. A pele é nosso maior orgão, é nossa coberta do dedão do pé ao topo da cabeça.

Olhos vendados.

De mãos em mãos iam passando folhas, sementes, caules, flores, pedras... formas, pesos, texturas, temperaturas...

Com Cuidado e Confiando no Tato aguçando sensações...

Tato Contato

No Contato com Atenção e Cuidado






"Ai, ai, ai! O que é isso?" . O dia em que uma flor assustou as crianças (rs):

Nossos professores de hoje:

Tocamos o Outro não só com nossas mãos, também com nossas palavras, atitudes, pensamentos... no Contato Alegria e Cuidado

Olhos Abertos e Sorriso no rosto, lá vem o Outro!...
No contato que coopera, na convivência que integra, confiamos e voamos!
Formamos um círculo; um por vez ficou no centro e sem tirar os pés do chão "voou" em todas as direções, sendo apoiado pela tribo.

No Cuidado consigo e no Tato sensível no Contato com a tribo, vamos longe...




quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Sinestesia...

Se a felicidade tivesse cor?

"Dourada"

"Lilás"

"Laranja"

"Azul claro, claro, rs"

"Branca"

Se tivesse cheiro?

"Morango"

"Flores"

"Hortelã com camomila meio adocicado"

Onde mora a felicidade?

"Dentro do coração" (Unânime).

Respostas dadas por crianças de 6 a 9 anos na aula de teatro que coordeno no Nucleo de Artes Cênicas Sebastian, quando conversavamos a respeito do que é o "Felizes para sempre" que ouvimos no fim dos Contos de fadas.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Sons da Natureza - Oficina de construção de bonecos

Na quinta-feira dia 31/07 na SOABEM, construimos a cabeça de três bonecões que farão parte de nosso espetáculo de fim de ano.
Material:
cabo de vassoura
jornal
papel de seda - cores
cola branca
barbante
A Oficina:
Começamos fazendo massagem em nosso rosto para sentirmos a forma, o volume, a textura.
Observamos os rostos de todos que estavam ao nosso redor.Por exemplo: todos temos nariz, não é? somos semelhantes!...mas, veja que interessante, não há um nariz igual no mundo! pode ter parecido, mas igual, igual...
é, assim, como nossa impressão digital, tudo no universo é único e portanto valioso!
Depois as crianças se dividiram em grupo de três. E cada grupo construiu uma cabeça de bonecão, cada um com seu jeitão!
Modo de fazer:
Pegamos o cabo de vassoura e envolvemos o jornal em uma das pontas, criando um volume oval e amarrando com barbante no cabo de vassoura. Depois envolvemos o jornal com o papel de seda da cor de preferência.
O legal do papel de seda é que ele tem custo baixo, muitas cores e dá para trabalhar com ele amassando-o como se tivesse fazendo uma escultura de massinha.

e aí vai...

na imaginação e no fazer com as mãos...



sábado, 26 de julho de 2008

Sons da natureza - Oficina de brinquedo "Cobra viva"

Na quinta-feira dia 24 de julho na SOABEM confeccionamos uma cobra que será utilizada em nosso espetáculo.
Material:
- tubos de papelão dos rolos de papel higiênico
- barbante
- guache colorido ou caneta hidrográfica
- tesoura
Procedimento:
Corte as extremidades dos rolos de modo que eles fiquem com as extremidades ovaladas e faça pequenos furos na ponta do rolo. Entre os furos passe barbante e una-os. No último rolo encaixado, faça a cabeça da cobra desenhando dentes, língua e olhos.
A cobra ficará móvel fazendo movimentos de uma cobra rastejante.


Cada criança pintou uma parte de nossa cobra.

E a cobra o que nos ensina?


"Ah! a termos atenção; olharmos por onde a gente anda"


Então, a cobra é como se fosse guardiã dos caminhos?

"A cobra troca de pele. Fica com uma pele novinha depois"


"Olha a minha! Tá trocando, tá até descascando!"


E a nossa cobra grande!


Roteiro da atividade do dia:
- confecção da "cobra-viva"
-história indígena: "como surgiu a noite?"
- Roda de conversa. "bastão que fala": o que a cobra nos ensina?
o que vocês acharam da atividade de hoje?

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Tchibum no mundo - Projeto Férias 2008 NATURA

Dias 21,22 e 23 de julho aconteceu o Projeto Férias 2008 na NATURA, para filhos dos colaboradores da empresa.
A cada dia, 120 crianças de 3 a 12 anos, vivenciaram Oficinas de arte com o tema Água - Tchibum no mundo!
As crianças chegavam as 7h30 e visitavam a fábrica e as 10h30 começavam as oficinas que seguiam até as 16h.
Na parte da manhã passavam pelas 4 estações do projeto: artes-plásticas, dança, percussão e teatro. Juntamente com Patrícia M. Sakavicius, com muita alegria coordenei a Oficina de teatro.
Nos três dias, depois do almoço o Grupo Batuntã contou história para todos nós, e na sequência as crianças escolhiam uma das oficinas para preparar uma apresentação para os pais.

Oficina de Teatro
" A água está sempre em movimento, parece uma criança que não para um só momento...

Oficina de Teatro
Tem a chuva, a garoa, o gelo, a tempestade, tem o vapor, a gota e a maré cheia. Tem também o rio, o mar, a nascente, a corredeira e tem a torneira.
A água salgada se chama mar.
o mar é a união de um tantão de gotinhas

Oficina de teatro
E a água que a gente traz para casa? e limpa, e toma banho e escova os dentes...

Apresentação da Oficina de Teatro

Pra falar em água é preciso mergulhar...
A água também mora dentro de nós.
Tem a água, tem a água tem aquela imensidão...
tem a Luz no coração

Apresentação da Oficina de teatro
Às vezes a água fica tão quente que sobe para o ar e vira nuvem.
A nuvem fica tão pesada que cai do céu e vira chuva.
vamos fazer o som da chuva?
e do rio?
e da onda quebrando na praia?

Apresentação da oficina de teatro
Sem água não existe história nenhuma para contar.
Era uma vez três tribos indígenas: EPO, ETATA e TUQUITUI. Um dia, houve uma ocasião em que as três tribos tiveram que morar em uma mesma aldeia. Como elas iam se comunicar? Cada uma falava uma língua.

Apresentação da oficina de teatro

Ouvindo a música do rio tiveram uma idéia. Fizeram uma roda para compartilhar a idéia e criaram uma dança e uma música para se comunicarem: Epo etata epo epo etata ê epo etata ê ê tuquituqui ê ê tuquituqui ê.

Apresentação da Oficina de teatro
Convivendo descobriram-se parentes e aprenderam que o rio é para todos cuidar e usufruir."
"Eu quero, quero o canto de paz, o canto da chuva, o canto do vento, a paz do índio, a paz do céu, a apaz do arco-íria a cara do Sol o sorriso da Lua junto a natureza em comunhão... o som da cachoeira me levando, as águas desse rio me acalmando..."


Apresentação da oficina de figurino e adereços

Apresentação da oficina de percussão

Apresentação da oficina de dança