Gandhi certa vez foi procurado por uma mãe que levou o filhinho consigo, e lhe pediu:
- Gandhi, este menino come muito açúcar. Já tentei de tudo e não consigo que ele pare com isso. Como ele gosta muito de você, com certeza irá obedecê-lo. Por favor, peça para que ele pare de comer açúcar!
Gandhi pediu àquela mãe que voltasse uns 15 dias depois.
Tempo decorrido a mãe o procura novamente e Gandhi olha o menino com bastante atenção e diz:
- Pare de comer açúcar!
O menino baixou a cabeça, mas fez sinal de que iria obedecê-lo.A mãe não entedeu nada daquilo e perguntou, super intrigada:
- Gandhi, por que você não falou isso há 15 dias atrás?
- É que há 15 dias atrás eu também comia açúcar
Na sequencia, dividi a turma em dois grupos e a proposta era que fizessem uma improvisação que mostrasse um mau exemplo.
Depois das apresentações o grupo1 deu uma solução para que a cena do grupo2 se transformasse em um exemplo positivo e vice-versa. Improvisaram as sugestões.
Roda de conversa. os alunos falaram entusismados o quanto tinha sido legal essa aula. Segundo alguns: "a melhor aula de todas", " a gente vai fazendo e o teatro vai ficando cada vez mais importante", " a 'senhora' (falando de mim) chama atenção da gente mas é com conversa, aí a gente entende, e ve que é um privilégio a senhora estar aqui, tratando a gente bem assim. Tem pessoas que só porque fizemos certas coisas lá fora nos julga e nos trata mal, mas nós também temos coisas boas..."
E, ao meu ver, uma das infinitas "coisas boas" é a capacidade de reconhecimento, se estão enxergando valor e beleza em uma relação baseada no diálogo, no respeito e na alegria é porque tudo isso já tem dentro deles.
Dia bom!


